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Startup catarinense de base científica tem amplo conhecimento na área de serviços médicos e assuntos regulatórios

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Com a pandemia da COVID-19, muitas empresas entraram na corrida para desenvolverem equipamentos para a proteção da população como, por exemplo, máscaras e ventiladores pulmonares. Antes desses produtos serem comercializados, eles precisam ser aprovados e receber o registro de agências reguladoras, como da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). 

Em Florianópolis (SC), uma das empresas que realiza esse serviço é a MSC MED. Fundada em 2015 por engenheiros, a empresa catarinense é uma startup de base científica que atua na área da saúde. Seus sócios possuem longa experiência em laboratórios de testagem de produtos médicos, dentre eles o laboratório de Engenharia Biomecânica da UFSC. “Nos consideramos uma spin-off deste laboratório”, comenta Heitor Korndorfer, um dos sócios da MSC MED.

Além do conhecimento da estrutura regulatória brasileira, eles também possuem expertise nos modelos das agências americanas e europeias, como a FDA (Food and Drug Administration) e a Marcação CE. Além do braço de assuntos regulatórios, a startup atua também na área de serviços de engenharia médica e em assuntos clínicos, coletando dados e realizando testes em produtos da área médica. Atualmente está em expansão para a área farmacêutica.

Com um grande portfólio de clientes, a maioria deles (97%) são de empresas de fora da capital catarinense, como São Paulo e Curitiba. Desse total, 30% são de empresas estrangeiras situadas na França, Alemanha, China, Estados Unidos, entre outros países. Dentro da sua base de clientes  também estão grandes nomes do mercado, como Johnson & Johnson, Stryker, Medtronic, Smith & Nephew e oito dos dez maiores players da área de dispositivos ortopédicos.

Recentemente foram selecionados no programa de fomento da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) com um projeto na área da indústria 4.0. Além dessa seleção, acumulam na sua trajetória o prêmio de 2º lugar de startups de saúde mais promissoras de 2018. 

O desejo de dar o pontapé inicial na startup partiu do entendimento que havia um vácuo no mercado entre o conhecimento técnico dos importadores e distribuidores e o conhecimento técnico dos laboratórios. “Existia ali toda uma questão que envolvia a avaliação da segurança e da eficácia dos produtos que estavam desassistidos no mercado brasileiro. Nós levamos para as empresas esse conhecimento técnico relacionado a plano de avaliação da segurança de produtos médicos”, comenta Korndorfer.

Com o auxílio da Incubadora CELTA, principal núcleo de desenvolvimento e suporte para empresas de tecnologias de Florianópolis, a MSC MED se estruturou como empresa, já que quando chegaram tinham o entendimento técnico, mas não sobre como funcionava um negócio. Na primeira semana como uma empresa incubada no CELTA, Korndorfer lembra de ser questionado sobre o que era o seu negócio e naquele momento não tinha um pitch pronto. Hoje, cinco anos depois, ele vê a transformação e se considera um empreendedor: “Como formador de empreendedores, o CELTA é uma escola. Não só pela estrutura excelente, mas também por estarmos em um ambiente onde as coisas acontecem e em contato com os demais colegas”, ressalta Korndorfer.

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