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Cases CELTA: Incubadora

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Incubadora CELTA: 33 anos apoiando novas empresas

A incubadora CELTA, da Fundação CERTI, em Florianópolis, é não apenas a mais antiga do ecossistema, mas também a primeira do Brasil, fundada em 1986. O espaço que oferece suporte a Empreendimentos de Base Tecnológica é mais antigo do que a própria Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), da qual faz parte e que ajudou a criar em 1987. “O CELTA surge junto à CERTI para transformar ideias em realidade e negócios de sucesso, não apenas ideias que nasciam dentro da UFSC, mas também no entorno”, conta o diretor Tony Chierighini. O CELTA estimula e apoia a criação, desenvolvimento, consolidação e interação com o meio empresarial, e já recebeu diversos prêmios nacionais.

Ao longo desta trajetória, 109 empresas tiveram início ali e se graduaram (dado até dezembro de 2019), ou seja, fizeram sua inserção no mercado e saíram da incubadora quando atingiram um nível de maturidade seguro para se sustentarem sozinhas. Entre elas, gigantes como a WEG Automação, Intelbras, Resultados Digitais, Exact Sales, e outras já bastante conhecidas como Chaordic, Hoplon, Horus Aeronaves, Welle Laser e Agriness. “A grande conquista do CELTA é o sucesso das empresas graduadas, pois sem elas uma incubadora não existe”, comenta o diretor. 

Enquanto o faturamento das 32 empresas incubadas gira em torno de R$ 50 milhões, estima-se que o faturamento das já graduadas seja da ordem de R$ 14 bilhões. A perspectiva para aquelas que estão nascendo é promissora. O crescimento das incubadas em 2019 foi de 35%. Em 2019, o CELTA graduou duas empresas: a GeekHunter e a Q Prime Engenharia. Ambas tiveram um crescimento rápido, tendo iniciado suas atividades em 2015 e passado pelo programa Sinapse da Inovação. No ano anterior, 2018, 21 empresas se graduaram. 

Fortalecimento do ecossistema

Além de apoiar o surgimento e desenvolvimento de novas empresas, o CELTA auxiliou a implantação do Parque Tecnológico Alfa, em 1993, onde está localizado, saindo de uma área de 1000m², próxima à UFSC, para um prédio de 10.000m². Desta forma, criou mais espaços para as empresas se instalarem e realizarem suas atividades. A incubadora participou do processo de instituição do Polo Tecnológico da Grande Florianópolis (Tecnópolis) e do seu conselho, o CONTEC. 

“Nós influenciamos na definição de benefícios e isenções fiscais e na construção do ParqTec Alfa. Isso mostra a importância do CELTA para o ecossistema e o valor que agrega, fazendo crescer startups de tecnologia e transformando-as em empresas bem-sucedidas, mas também fortalecendo o ecossistema e incentivando a cultura da inovação”, conta Chierighini. Com a implantação do Parque Tecnológico Alfa no bairro Saco Grande, a incubadora da CERTI criou e executou os projetos das primeiras unidades do parque e assumiu a coordenação operacional de todas as atividades de projeto, implantação e regulamentação das Leis Municipais para seu funcionamento.

A CERTI buscou fazer com que sua incubadora também tivesse um ecossistema próprio. Não apenas novas empresas podem fazer parte do CELTA, mas também centros de desenvolvimento de grandes empresas, como a EMBRAER, que compartilha o espaço desde 2017 com o Centro de Engenharia e Tecnologia (CETE), e a Soprano, que instalou um laboratório de P&D em 2019 e já investe em uma das empresas incubadas. Outro parceiro que faz parte do mesmo espaço desde sua criação 1995 é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (FAPESC). O diretor do CELTA recorda: “o CELTA passa a ser um hub de conexão não apenas das empresas, mas de parceiros como o SEBRAE, a FIESC e fundos de investimento. Aqui nós tivemos a CVentures, primeiro fundo de capital de risco a estar presente dentro de uma incubadora. Essa diversidade faz com que o CELTA permaneça vivo e inovando cada vez mais no ecossistema de Florianópolis”. 

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