Se você ainda está se acostumando com a Indústria 4.0, que trouxe a automação avançada, digitalização e decisões em tempo real nas fábricas, saiba que o mundo já está de olho na Indústria 5.0. E ela não vem para substituir a antecessora, mas para expandi-la, levando a integração entre processos, tecnologia e ser humano a um novo patamar.
Agora, a colaboração entre máquinas e pessoas ganha mais força, com foco na sustentabilidade, resiliência e, claro, em uma manufatura mais centrada nas pessoas.
Nesse cenário, a edge computing ganha destaque ao processar e analisar dados perto de onde são gerados, resolvendo desafios como latência e segurança, além de possibilitar inovações que vão transformar as operações industriais.
A seguir, entenda mais sobre esse conceito, veja suas vantagens e aplicações e saiba como a CERTI pode ajudar a sua empresa nesse cenário.
O que é Edge Computing?
A edge computing, ou computação de borda, é uma tecnologia que descentraliza operações para melhorar a experiência do usuário, com mais confiabilidade e eficiência nos processos.
Em vez de depender exclusivamente de uma infraestrutura centralizada, como a nuvem, para processar dados, comunicação e análises, a edge computing distribui essas operações em micro-data centers periféricos.
Essa rede descentralizada é estrategicamente posicionada próxima aos processos produtivos para reduzir custos, aumentar a segurança e garantir velocidade e qualidade no processamento de dados.
Com dispositivos inteligentes e IIoT coletando e processando informações, a edge computing organiza-se em camadas. Na base, sensores e máquinas captam dados; em seguida, nós de borda e gateways processam rapidamente dados sensíveis ao tempo, permitindo decisões locais ágeis, sem o atraso da comunicação com um data center remoto e ainda reduz a quantidade de dados a serem enviados pela rede.
A camada de rede, com tecnologias como 5G ou Ethernet industrial, conecta tudo e permite que a nuvem realize análises de longo prazo e decisões amplas quando necessário.
Esse modelo em camadas promove a eficiência ao combinar processamento local e supervisão central, garantindo decisões rápidas onde são mais relevantes. Ele também permite manter localmente dados sensíveis, caso seja preciso, enquanto centraliza informações que precisam de planejamento amplo e contínuo.
Cloud computing e Edge computing
Para entender a edge computing, temos que voltar um passo, até a cloud computing. A computação em nuvem foi um grande avanço, viabilizando o surgimento de muitos modelos de negócios e possibilitando a criação de uma série de aplicativos, incluindo softwares utilizados mundialmente, como o Uber.
No entanto, com a aceleração da transformação digital e a chegada de novas tecnologias, houve também uma mudança nas demandas de pessoas e empresas.
Hoje, muitas aplicações já não podem ser executadas apenas na nuvem, pois têm uma necessidade de conectividade com alta resiliência (e a menor latência possível) — algo que muitos provedores de internet ainda não conseguem fornecer e que é essencial para o funcionamento dessas aplicações.
É nesse contexto que surge a edge computing. A computação de borda consegue resolver problemas relacionados à demora na comunicação, disponibilidade de rede e custos.
De fato, a questão da velocidade da comunicação é central quando falamos de cloud e edge computing. Por mais que seja imperceptível do ponto de vista humano, na nuvem, a comunicação não ocorre em tempo real; há um certo atraso.
Esse tempo torna-se um problema crítico com o avanço de novas tecnologias, como sistemas autônomos para controle de veículos e segurança em processos robóticos industriais. Nesse cenário, a latência pode fazer toda a diferença, não apenas em custos, mas também em segurança — tanto para pessoas quanto para infraestruturas.
A computação de borda, portanto, tornou-se essencial com a Indústria 5.0, uma evolução que integra automação e conectividade com um foco maior no ser humano e na sustentabilidade.
Na Indústria 5.0, a colaboração entre humanos e máquinas inteligentes ganha protagonismo, e a edge computing contribui para processos mais seguros, eficientes e com respostas em tempo real. Nos próximos anos, essa tecnologia deve se tornar tão relevante quanto a cloud computing é nos dias de hoje.
Edge computing e 5G
A combinação da edge computing com o 5G expande as possibilidades para a Indústria 5.0, onde velocidade e baixa latência são fundamentais para conectar dispositivos e sistemas em tempo real.
Com taxas de transferência de dados mais rápidas e capacidade ampliada, o 5G permite que o processamento e a análise na borda, próxima ao local onde os dados são gerados, possam se beneficiar de dados de processos adjacentes, complementando ainda mais a capacidade de tomada de decisão local realizada pelos dispositivos Edge.
Isso melhora a resposta dos sistemas industriais, possibilitando o monitoramento e a automação de processos críticos, como operações de veículos autônomos e controle de equipamentos de fábrica.
A latência reduzida do 5G também favorece aplicações que exigem feedback imediato, como o controle de processos de segurança e a comunicação entre máquinas em ambientes industriais.
A capacidade de conectar um grande número de dispositivos simultaneamente garante maior eficiência na operação de sensores e dispositivos de IoT, indispensáveis na Indústria 5.0.
Dessa forma, o 5G e a edge computing trabalham juntos para oferecer conectividade constante e segura, promovendo processos mais ágeis e colaborativos.
Como funciona a edge computing?
A edge computing processa os dados próximos de sua origem, permitindo respostas rápidas e confiáveis. Para entender seu funcionamento, é importante conhecer seus principais componentes.
Os dispositivos de ponta são os que capturam e processam dados no local, como câmeras inteligentes, drones e máquinas industriais. Esses aparelhos possuem tecnologias de armazenamento integrado, recursos de processamento e conectividade, como Wi-Fi ou Bluetooth, para coletar e preparar dados de forma eficiente.
As redes de ponta conectam esses dispositivos entre si com redes mais amplas, permitindo que o processamento de dados ocorra próximo à fonte. Diferente da rede tradicional, que depende de centros de dados centrais, essa rede local reduz a latência ao processar dados de maneira distribuída.
Por fim, a infraestrutura de ponta é composta por componentes físicos, como servidores, dispositivos de armazenamento e softwares especializados, que suportam todo o sistema de edge computing. Essa infraestrutura possibilita que análises e decisões em tempo real sejam feitas diretamente na borda, atendendo às exigências de velocidade e confiabilidade da indústria.
Edge Computing na Indústria 5.0
No cenário da Indústria 5.0, o avanço da digitalização industrial segue um propósito mais centrado no ser humano e focado em sustentabilidade.
Tecnologias como a computação em nuvem e a Internet Industrial das Coisas (IIoT) continuam essenciais para a automação e a coleta de dados, que agora, mais do que nunca, suportam uma produção industrial personalizada e eficiente.
A demanda por tempo de resposta reduzido e maior conectividade, especialmente com o 5G, faz da edge computing uma aliada estratégica no chão de fábrica.
Com o processamento de dados próximo às operações, a edge computing permite análises instantâneas para ajustes de produção, manutenção preditiva e interfaces adaptativas que integram humanos e máquinas de forma mais fluida.
Esse modelo acelera a tomada de decisões e reduz custos operacionais, ampliando as possibilidades de personalização e controle de qualidade em tempo real.
Qual o papel da edge Computing na digitalização da indústria?
O emprego da computação de borda, em conjunto com a Internet Industrial das Coisas (IIoT), permite a criação de ambientes ciberfísicos que integram máquinas e processos digitais para uma tomada de decisão rápida e descentralizada ao longo da cadeia de produção.
Do fornecimento à distribuição, do armazenamento à comercialização do produto, todos os processos podem ser monitorados e ajustados instantaneamente, cada um deles com sua devida malha de controle, local, intermediária ou remota.
Na Indústria 5.0, a edge computing intensifica a capacidade da indústria de gerar, transmitir e processar dados, assegurando uma infraestrutura que suporta uma produção cada vez mais adaptativa e colaborativa.
Com isso, a computação de borda vai além de promover a digitalização: viabiliza interações seguras e eficientes entre trabalhadores e máquinas inteligentes, ou “cobots”, facilitando uma colaboração integrada e segura.
Além de auxiliar as empresas na gestão em tempo real, a edge computing aumenta a previsibilidade e capacidade de resposta a eventos. Assim, a indústria pode atender às demandas específicas com produção personalizada e otimizar o consumo de energia, por meio de monitoramento contínuo.
Dessa forma, com inteligência distribuída e maior agilidade, a edge computing se consolida como um diferencial competitivo que sustenta os pilares de inovação e sustentabilidade da Indústria 5.0.
Aplicações da edge Computing na indústria 5.0
A edge computing tem o potencial de transformar o ambiente industrial, eliminando obstáculos e permitindo a criação de fábricas inteligentes e altamente digitalizadas.
Combinada com tecnologias como IIoT, Big Data e Inteligência Artificial, oferece o processamento necessário para operações em tempo real com baixa latência e alta resiliência, aspectos essenciais para uma infraestrutura interligada e eficiente.
Conexão em tempo real
Uma das principais vantagens da edge computing é possibilitar uma infraestrutura em que equipamentos, sistemas e aplicações se comunicam sem atraso.
Isso reduz o tempo de resposta nas operações e permite o monitoramento imediato dos processos. Com uma rede estruturada, as fábricas podem acompanhar o desempenho em tempo real, identificando problemas de forma ágil.
Capacidades de monitoramento e predição
A implementação da computação de borda permite que a indústria colete e analise dados continuamente, favorecendo uma visão precisa dos processos. Com a aplicação de modelos preditivos, as fábricas podem antecipar falhas e ajustar as operações antes que surjam problemas.
Assim, contribui para a manutenção preditiva, otimizando o tempo de atividade dos equipamentos e a produtividade.
Automação e flexibilidade na produção
A edge computing também oferece flexibilidade e agilidade na adaptação de processos, com respostas rápidas para diferentes demandas de produção.
A fábrica inteligente, apoiada na automação em tempo real, reduz atrasos, diminui tempos de setup e aprimora a eficiência operacional, incentivando uma fabricação mais flexível e escalável.
Vantagens competitivas da Edge Computing
À medida que a indústria se digitaliza e cresce a adoção de dispositivos inteligentes, o volume de dados, bem como a complexidade dos sistemas, aumentam.
E conforme o tráfego cresce, o mesmo acontece com a latência na rede. Além disso, é preciso considerar os custos da computação em nuvem centralizada.
Com a edge computing, essa situação muda completamente. Com uma estrutura distribuída e mais próxima de onde os dados são gerados, a rede ganha eficiência e os recursos são melhor aproveitados. Também há uma redução na latência, sobretudo em função da proximidade dos dispositivos conectados.
Ademais, os dados passam a ser pré-processados na borda, antes mesmo de serem enviados à nuvem. Isso garante uma redução do tráfego, que impacta diretamente nos custos, principalmente com a contratação de banda e a necessidade de servidores de alta capacidade.
A descentralização também proporciona uma maior independência às diferentes áreas da fábrica. Dessa forma, problemas originados por falhas ou interrupção em uma determinada área não afetam a outra, resguardando a produtividade e a eficiência.
Por fim, a segurança dos dados é outro benefício importante. Com a edge computing, é possível manter os dados mais sensíveis circulando apenas na borda, isolando-os de outros sistemas. Quaisquer brechas ou falhas que vierem a acontecer não afetariam todo o conjunto de informações.
Intelligent Edge Fabric da CERTI
O Intelligent Edge Fabric da CERTI é uma solução para apoiar a aplicação da edge computing na indústria 5.0.
O objetivo é garantir a conectividade entre sistemas, equipamentos e aplicações de forma distribuída, assegurando a convergência de dispositivos ciberfísicos com os sistemas de tecnologia da informação e sua interoperabilidade com os sistemas de tecnologia operacional (IT/OT).
Se antes a automação ocorria de forma hierárquica e rígida, hoje ela deve se dar de maneira modular e flexível.
A partir desse entendimento, a CERTI auxilia indústrias que buscam iniciar a digitalização por meio da computação de borda, sem precisar de equipamentos e aplicações caras e complexas.
A CERTI ajuda a indústria a ser mais competitiva por meio da exploração de conceitos avançados para permitir, entre outras coisas, a análise de processos futuros, a criação de cenários para otimização da produção e a digitalização do chão de fábrica.
Idealizado pela CERTI, o LabFaber é uma plataforma para desenvolvimento, experimentação e capacitação da transformação digital na indústria, com foco em aumentar a competitividade das empresas no mercado. Em nosso centro, as empresas encontram tudo o que precisam para avançar etapas e alcançar a maturidade na indústria 5.0.
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