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Normatização BIM: a importância das normas ISO na aplicação da tecnologia

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Consolidado em muitos países, o Building Information Modelling (BIM) é a principal aposta para o futuro do setor da Construção Civil no Brasil. Para isso, governo e entidades reguladoras têm criado estratégias e desenvolvido regulações para normatizar a aplicação dessa tecnologia no país e disseminar seu uso.

Neste post, veja por que as normas ISO são importantes, o que diz a ISO 19650 e o que o Brasil tem feito para tornar essa tecnologia uma realidade no país. Acompanhe!

Normatização BIM: por que as normas ISO são fundamentais

O uso do BIM no Brasil evoluiu muito lentamente desde sua chegada ao país e sua aplicação ainda é bastante incipiente. Para alterar esse cenário, a normatização é um passo fundamental, contando com diretrizes e normas que consigam organizar e estimular o uso dessa tecnologia na Construção Civil.

Nesse sentido, normas ISO favorecem a gestão da informação nos projetos, garantindo a acessibilidade dos dados, de modo a evitar sua perda e a falta de precisão na execução das obras.

Esse cuidado é essencial para que se padronize a troca de informações entre as partes interessadas e entre diferentes projetos, garantindo que todos estejam falando a mesma língua e cientes dos objetivos que devem ser alcançados. E é essa padronização que vai viabilizar a interoperabilidade e a colaboração entre todas as áreas.

Norma ISO 19650: padrões internacionais para uso de BIM

A ISO 19650 estabelece os novos padrões internacionais para a aplicação e implementação do BIM. O objetivo da norma é disseminar o uso da tecnologia e promover o crescimento do setor da Construção Civil.

De acordo com a Organização Internacional para Padronização (ISO), as novas diretrizes tratam da organização e digitalização de informações sobre obras, o que inclui a modelagem e a gestão das informações do projeto com o BIM.

A ISO 19650 foi criada com base em uma norma britânica – BS 1192, bem sucedida na sua aplicação – e na PAS 1192-2 – uma especificação pública que trouxe excelentes resultados para o setor da construção, permitindo ao usuário economizar em torno de 20% nos custos de uma obra.

A participação da Organização para a criação de uma norma internacional permite uma maior colaboração entre projetos em todo o mundo, possibilitando que as partes envolvidas na execução dos projetos possam gerenciar as informações de modo mais claro.

A ISO tem planos para lançar novos padrões, incluindo novas diretrizes dentro do escopo da própria ISO 19650, normatizando o gerenciamento da fase operacional de ativos e também a modelagem de informações e os ambientes digitais.

Importante ressaltar o papel da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no desenvolvimento dessas medidas. A ABNT participa da normatização internacional junto à ISO. Por meio da Comissão de Estudo Especial de Modelagem de Informação da Construção (ABNT/CEE-134), desde 2010 publica normas técnicas referentes ao BIM em conformidade com os padrões ISO.

Decreto BIM: perspectivas para o Brasil

Segundo dados do governo federal, a adesão do BIM no Brasil ainda é baixa: apenas 5% do PIB do setor da Construção Civil adota a tecnologia. Nesse sentido, um dos marcos mais importantes para o uso do BIM no Brasil se deu com o Decreto nº 10.036, de abril de 2020. O documento determina a utilização da tecnologia na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizadas pelos órgãos e entidades do governo federal.

A medida amplia a Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling prevista no Decreto nº 9.983, de agosto de 2019. A nova legislação prevê a implementação progressiva do BIM, tendo a primeira fase sido iniciada em 1º de janeiro de 2021. Esta etapa estabelece o uso da metodologia no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia de construções novas, ampliações e reformas.

A segunda fase deve entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2024. A partir desta data, o BIM passará a ser utilizado na execução – direta ou indireta – de todos os projetos de arquitetura e engenharia e também na gestão de obras novas, reformas e ampliações consideradas de grande relevância.

Por fim, a terceira etapa prevista no decreto acontecerá a partir de 2028, data em que o BIM deverá ser empregado também em obras de média relevância, abrangendo todo o ciclo de vida de obras e a demanda pós-obra.

Estratégia BIM BR

Além da assinatura de decretos, o governo federal tem investido em uma série de medidas para promover a disseminação e a democratização do BIM no País. As iniciativas também incluem a Estratégia BIM BR.

Criada em 2018, a medida tem como objetivo estruturar o setor público para a utilização da tecnologia, capacitar profissionais, desenvolver novas tecnologias, além de criar atos normativos, protocolos e normas técnicas que guiem a implantação da metodologia no país.

Para isso, a Estratégia conta com quatro etapas progressivas, processo que se iniciou já em 2018 e deve ser finalizado em 2028, com a implementação definitiva do BIM no Brasil. Os objetivos de cada etapa são:

  • 2018: aumentar a produtividade das empresas em 10%;
  • 2021: aumentar em 10 vezes a adoção do BIM;
  • 2024: reduzir custos em 9,7%;
  • 2028: elevar o PIB da Construção Civil em 28,9%.

Conte com a CERTI para implementar o BIM nos seus projetos

A Fundação CERTI está envolvida na construção e aprovação dos decretos e das normas relacionadas ao BIM, contribuindo como membro da ABNT, que, por sua vez, é votante da ISO. Saiba como implementar BIM no seu projeto. Entre em contato conosco e converse com nossos especialistas!

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