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Como a Certi pode ajudar a promover a sustentabilidade empresarial?

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A sustentabilidade como ideia contemporânea ganhou o mundo corporativo. Mas, afinal, do que se trata exatamente?

O entendimento mais moderno do termo está diretamente alinhado à noção de Economia Verde. Isso porque a sustentabilidade empresarial deve ser vista como uma prática mais abrangente, que parte da compreensão de que é preciso haver um equilíbrio entre os objetivos econômicos das empresas, a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento social.

Esses três pilares são, aliás, o que suportam o chamado Tripé da Sustentabilidade. Trata-se de um conceito de gestão empresarial que defende que as organizações devem buscar se tornarem financeiramente ecoeficientes, ao mesmo tempo que propiciam as condições necessárias para que os ecossistemas naturais se regenerem e promovam a valorização e o bem-estar das comunidades em que estão inseridas, bem como a diversidade e a inclusão nos seus próprios quadros de colaboradores.

E por que isso é importante? É preciso ter em mente que, cada vez mais, consumidores e investidores têm exigido que as organizações com as quais eles fazem negócios sejam reconhecidas como sustentáveis e engajadas do ponto de vista socioambiental.

Nesse sentido, outro fator de fundamental importância diz respeito à mão de obra. Isso porque a força de trabalho atual é formada, em sua maioria, por millennials – pessoas nascidas a partir da década de 1980 –, profissionais que levam as preocupações sociais e ambientais em consideração também no momento de escolher onde querem trabalhar.

Sustentabilidade como meta dos negócios

A sustentabilidade empresarial vem sendo discutida há algum tempo, mas nos últimos anos tem passado por transformações expressivas. O artigo “A new green wave”, publicado pela revista britânica The Economist, afirma que estamos vivendo uma nova onda de sustentabilidade.

Eles destacam que, na primeira leva de planos de sustentabilidade corporativa, os impactos eram superficiais e se tratavam apenas de uma maneira “verde” de cortar custos ou de explorar ações de marketing. A nova onda, pelo contrário, coloca a sustentabilidade no centro do que as empresas fazem e se concentra nos problemas sociais de forma mais abrangente.

Como resultado, temos organizações com possibilidade de aumentar a sua posição competitiva no longo prazo, já que haverá cada vez mais pessoas interessadas em empresas que pratiquem esse tipo de ação.

De acordo com um estudo feito pela agência de pesquisa norte-americana Union + Webster, 87% dos consumidores brasileiros preferem adquirir produtos de empresas sustentáveis. E esse comportamento vai além: 70% dos entrevistados afirmam que não se importariam em pagar mais caro por itens produzidos por esses empresas.

Outro levantamento recente, esse feito em uma parceria entre a consultoria Cause, a ESPM, o Instituto Ayrton Senna e o Ipsos, mostra que os consumidores querem que organizações adotem ações que gerem impacto em toda a cadeia de valor. Para 58% dos entrevistados, a redução do impacto ambiental é vista como a principal medida. Garantir a não discriminação de raça e gênero foi apontada por 39%.

Dados como esses sustentam a afirmação de que ter a sustentabilidade empresarial como foco das ações é uma necessidade mais do que prioritária, é emergencial.

Vimos no texto “Apenas responsabilidade social e ambiental bastam?” que as ações de responsabilidade socioambiental são importantes para acessar recursos, aumentar a visibilidade para investidores e criar novas oportunidades de negócios. Entretanto, é necessário ir além e estruturar estratégias que se alinhem à geração de impactos econômicos, sociais e ambientais positivos.

Para termos noção da importância dessas medidas, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) criou, em 2005, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), uma iniciativa que busca criar um ambiente de investimentos que seja capaz de atender às demandas da sociedade por desenvolvimento sustentável e incentivar a responsabilidade ética das empresas.

O ISE é uma ferramenta que compara o desempenho das empresas na B3 sob o ponto de vista da sustentabilidade. Para isso, o índice adota o conceito do Tripé da Sustentabilidade, baseando-se em aspectos como eficiência econômica, equilíbrio ambiental, governança corporativa e justiça social.

É pensando nessa necessidade latente que a Certi desenvolve junto às empresas projetos que geram impacto positivo sobre pessoas, comunidades e meio ambiente. Com uma visão ampla de empreendedorismo inovador, os projetos têm base sólida e são pensados a longo prazo.

Valor compartilhado: desafios das empresas ao adotar práticas sustentáveis

O conceito da Criação de Valor Compartilhado reconhece que as necessidades da sociedade, e não só necessidades econômicas convencionais, é que definem o mercado. Reconhece, ainda, que mazelas ou deficiências sociais e ambientais criam custos internos para a empresa — como o desperdício de energia ou matéria-prima, acidentes onerosos e necessidade de treinamento corretivo para compensar insuficiências na educação.

O valor compartilhado redefine as fronteiras do capitalismo. De acordo com os desenvolvedores do conceito – Porter e Kramer –, ao conectar melhor o sucesso da empresa com o progresso da sociedade, criam-se muitas maneiras para atender a novas necessidades, ganhar eficiência, criar diferenciação e expandir mercados.

Neste sentido, uma empresa pode criar valor econômico a partir da criação de valor social e ambiental. Para isso, existem três caminhos que podem nos levar à Criação de Valor Compartilhado:

  • Reconceber produtos e mercados;
  • Redefinir a produtividade na cadeia de valor;
  • Montar clusters setoriais de apoio nas localidades da empresa.

Cada um deles é parte do círculo virtuoso do valor compartilhado. O objetivo é melhorar o valor em uma área para abrir oportunidades em outras.

Araucária+: valor compartilhado em defesa da floresta

A Mata Atlântica é um dos biomas mais importantes do Brasil, cuja cobertura original se estendia por 17 estados. Dentre os ecossistemas que compõem a Mata Atlântica, a Floresta com Araucárias é um dos mais importantes da região Sul, abrangendo boa parte dos territórios do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Devido à extensa atividade madeireira e da superexploração da floresta, hoje restam menos que 3% da sua cobertura original. Foi pensando na conservação e na recuperação desse ecossistema que, em 2013, a Fundação Certi e a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza criaram o Araucária+.

A iniciativa promove a preservação da Floresta com Araucária por meio da inclusão socioeconômica de proprietários de áreas naturais em cadeias produtivas inovadoras, tendo como base a sustentabilidade na produção da erva-mate e do pinhão, por exemplo. Ambos são nativos da região.

Os produtores são conectados a um mercado formado por empresas cujo foco é a inovação e a sustentabilidade. Para ter acesso a esse mercado, porém, os produtores recebem capacitação e orientação técnica, e devem assumir uma série de compromissos com a conservação da floresta, seguindo um Padrão Sustentável de Produção.

O Araucária+ conta com mais de 80 produtores e 50 organizações integradas, entre empresas, startups, Universidades, OSCs, instituições governamentais. Hoje, já são mais de 6,7 milhões de metros quadrados de floresta preservados, além de outros 2,6 milhões em processo de recuperação, em um projeto que conta com o apoio do BNDES.

Os produtores também se beneficiaram. Desde a criação do projeto, foram comercializadas mais de 100 toneladas de erva-mate e 1,5 tonelada de pinhão, que chegam a receber mais de 100% de sobrepreço quando comparado ao mercado local.

Sustentabilidade empresarial: como a Certi pode ajudar?

A equipe de projetos sustentáveis da Certi se envolve em diversos tipos de projeto que exigem distintas competências. Como vimos, a sustentabilidade empresarial precisa ser algo que impacte a organização de forma sistêmica e se associe com o entorno de forma profunda e duradoura. Há, principalmente, cinco tipos de demanda de empresas que chegam às nossas equipes. Veja qual delas se encaixa na sua necessidade:

Tenho uma boa ideia e preciso colocá-la em prática

Ninguém melhor para conhecer as potencialidades e as necessidades de uma empresa do que sua própria equipe. A maioria dos clientes de sustentabilidade empresarial da Certi já têm uma ideia embrionária, ou mesmo um projeto encaminhado, mas querem validá-lo e aprimorá-lo. O nosso papel, nesses casos, é observar pontos fortes e fracos, lapidar a ideia,   encontrar maneiras de torná-la viável e de obter resultados a longo prazo.

Recebi um recurso que precisa de uma contrapartida socioambiental

Muitos recursos, especialmente aqueles cedidos por órgãos governamentais, exigem que as empresas beneficiadas ofereçam alguma contrapartida socioambiental. Como vimos, na “primeira onda verde” era comum que as ações tivessem pouco ou nenhum impacto a longo prazo.

Hoje, essa necessidade de contrapartida já é vista como uma oportunidade para que as empresas desenvolvam projetos que tragam impactos positivos tanto para as comunidades e o meio ambiente quanto para a reputação e a força da marca.

Quero alinhar o meu negócio aos preceitos de um Negócio de Impacto

De acordo com a Força Tarefa de Finanças Sociais, Negócios de Impacto são empreendimentos que têm a missão explícita de gerar impacto socioambiental ao mesmo tempo em que geram resultado financeiro positivo e de forma sustentável.

Nós desenvolvemos modelos de negócios que, além da viabilidade econômica, buscam também gerar impacto ambiental e social positivo. Em outras palavras, o seu negócio – quando concebido e desenvolvido na perspectiva de um empreendimento de impacto – deve beneficiar diretamente a vida das pessoas e do meio ambiente. O que até então era considerado um passivo ou um problema, passa a ser visto como ativo/oportunidade.

Quer saber mais sobre empreendimento de impacto? Aqui é possível compreender um pouco melhor.

Quero adequar minha cadeia produtiva e aumentar minha competitividade ambiental e social: a Criação de Valor Compartilhado

Em muitas empresas, a responsabilidade socioambiental ainda é vista como uma questão meramente reativa às pressões externas, vindas do mercado e da sociedade, e não como ponto fundamental para sua atuação, sua produtividade e seu crescimento.

Nesse sentido, a Criação de Valor Compartilhado passa pela reconexão entre o sucesso das organizações e sua relação com o desenvolvimento sustentável da sociedade, partindo da compreensão da capacidade da empresa em colaborar com a comunidade em que está inserida e com o meio ambiente. Na Certi, podemos auxiliar a sua empresa a se desenvolver com base nesses pilares, para que seja possível criar valor compartilhado.

Tenho um problema ambiental e preciso de uma solução sustentável

Esta é a situação mais delicada, mas que pode ocorrer. Uma empresa que passa por uma crise ambiental necessita com urgência de um contraplano de retomada de reputação e reforço nas medidas de segurança para que o problema não volte a acontecer.

Nesse momento, a Certi ajuda a avaliar quais são os caminhos mais eficazes para que a organização retome o trabalho, encontrando caminhos mais sustentáveis para manter-se no mercado em um mundo que valoriza cada vez mais a responsabilidade socioambiental. Continuaremos falando sobre sustentabilidade empresarial aqui no blog. Acompanhe nossos textos e qualquer dúvida entre em contato conosco.

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